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Como realmente aprender inglês

Não adianta negar: o inglês é cada vez mais necessário e é um diferencial importante na hora de conseguir emprego, estudar, viajar e conhecer pessoas no mundo inteiro.

Há anos que vejo pessoas tentando uma e outra vez aprender inglês sem sucesso por vários motivos, como falta de tempo, falta de interesse, método incompatível, falta de continuidade, falta de exposição ao idioma e muitos outros.

Então… como realmente aprender inglês? A seguir algumas dicas e requisitos para aprender inglês para valer sem gastar uma fortuna:

  1. Procure uma escola boa ou um professor bom. O professor pode ser nativo do inglês ou brasileiro.

2. Uma vez que tenha pesquisado algumas boas escolas ou professores, procure um bom método. Alguns professores particulares alternam métodos mas isto é raro ou impossível nas escolas. Para ter certeza, assista uma aula e veja como o método funciona. Métodos onde o português não é usado nem sempre são os melhores, especialmente se for iniciante. O importante é aprender com um método ou vários que funcionem para você. Uma forma de saber se funciona é fazer a pergunta: falei inglês na aula? O método me fez perder a vergonha e falar?

3. Aqui chegamos ao assunto da vergonha. Esqueça isso. Fale! Pode estar tudo errado, não tem problema. Se solte e confie no seu professor. Só ouvindo você falar é que seu professor saberá como ajudar você a aprender de verdade.

4. Dedica-se. Uma ou duas horas de estudo por semana pode até funcionar, mas vai demorar mais. Leia textos curtos, tipo letras de uma música favorita e subtítulos em inglês (closed caption). Faça seus deveres de casa ou chegue uma hora antes à aula e faça lá mesmo. Tudo que fizer para aumentar sua exposição ao idioma vai acelerar o processo.

5. Não desista! Se faltar o dinheiro, fale com o professor ou com a escola. Veja formas de continuar em casa até a situação melhorar. Todo o esforço que você fez até agora de perderá se não achar alguma forma de continuar.

Só isso! Simples assim. Siga essas dicas e verá resultados em menos tempo. Agora vou escrever um artigo para os professores 🙂

Se você mora em zona norte, venha estudar conosco!

Coisas que muitos tradutores não sabem.

O número de pessoas que estão iniciando no mundo da tradução cresce a cada dia. Com o desemprego e a vontade de ter mais autonomia, muitas pessoas que falam dois ou mais idiomas ou alunos de línguas embarcam neste mundo fascinante para construir uma carreira.

Como tradutora mais ou menos experiente, gostaria de compartilhar algumas coisas que considero valiosas para essas pessoas, e talvez para os mais experientes também.

18142557500_00849b2cb9_mA tradução é uma profissão que pode ser ingrata. Por ingrata quero dizer que poucos entenderão o seu sofrimento ao receber um texto impossível de interpretar, cheio de erros, ou quando tiver 48 horas para produzir 60 mil palavras numa planilha do Excel sem contexto algum e a um preço quase inexistente. Poucos sabem que precisa aprender a usar ferramentas ultra complexas (que aliás nunca tive paciência para usar, fora memsource) ou que a habilidade de dividir seu cérebro para reproduzir um mesmo significado em outro idioma faz de você um semi-super-herói. E menos pessoas ainda sabem que um bom tradutor é bastante difícil de achar.

Como se tornar um bom tradutor?

Parece óbvio, mas pessoas que realmente entendem e usam dois idiomas bem são raras. Essa é uma das razões da dificuldade em achar bons tradutores. Neste momento da minha carreira estou ajudando tradutores achar clientes e estou sentindo essa carência na pele.  O maior problema é que muitos tradutores não aceitam críticas e alguns até negam seus erros. Por esse motivo, achei importante listar algumas coisas que podem te ajudar a ser um bom tradutor:

1. Leia SEMPRE. Nos dois idiomas.

2. Tente SOMENTE traduzir para seu IDIOMA NATIVO. Há um número assustador de tradutores que trabalham com mais de 1 par de idiomas, tipo Russo <> Inglês, Português <> Inglês, e assim vai. Ser bom em todos esses pares é humanamente impossível. Seja realista e trabalhe só com seu idioma nativo como seu idioma alvo.

3. Nunca deixe que seu autoconfiança tome conta do seu trabalho. Muitos tradutores, e falo de experiência, estão tão seguros de seu conhecimento ou habilidade que mal revisam seu trabalho. Esta semana recebi um texto com erros graves (esquecer de colocar um “não” e outros erros imperdoáveis) e era evidente que a causa desses erros foi o excesso de confiança. Produzir e enviar cegamente achando que fez bem, nunca.

4. Ame o que faz, e por isso quero dizer realmente caprichar. Não precisa estudar ou ler todos os livros escritos sobre tradução nem participar desses grupos chatos onde todos brigam sobre um regra gramatical ou o uso indevido de uma palavra. Por amar quero dizer sentir prazer em traduzir e tratar cada texto como algo novo e valioso, até precioso.

5. Revise, revise e revise. Quando termina a tradução, leia tudo com muita atenção. Pergunte-se: se eu fosse o cliente, estaria feliz com o resultado? Se eu fosse o leitor, perceberia que foi traduzido? Acharia o texto bem escrito? Coloque-se no lugar do cliente e do leitor sempre. Infelizmente, é justamente aqui que muitos tradutores pecam. Traduzem e enviam, sem olhar para atrás. Para revisar gramática e typos, sugiro que contrate um revisor profissional ou um colega com quem possa trocar revisões. Todo capricho é percebido pelo cliente, acredite.

6. Nunca, jamais perca um prazo. Seja realista e calcule quanto pode fazer em um dia. É melhor rejeitar do que atrasar na entrega e se queimar com o cliente para sempre.

7. Em caso de dúvida, pergunta, não adivinhe. Um texto mal interpretado pode causar problemas sérios. Sempre pergunte. Se o cliente não quer ajudar (acontece), avise que não se responsabiliza pelo resultado desse trecho.

8. Elabore um contrato curto com todas as suas condições. Quer receber antes e depois? Quer mostrar que é confiável e segue as regras? Por quê não colocar tudo isso por escrito? De qualquer forma, meu conselho é nunca feche um trabalho por telefone. Tenha tudo por escrito mesmo se for somente por email. Também pode usar ordem de serviço.

9. Por último, aceite críticas e sugestões. É incrível o que pode aprender com isso. Peça que o cliente envie o texto final (se foi posteriormente revisado) e peça mais detalhes se o trabalho for criticado ou reprovado. Seja humilde, sempre.

Se tiver perguntas, visite minha página no Facebook ou deixe um comentário. Você é tradutor? Cadastre-se no site e receba pedidos de orçamento.

photo credit: <a href=”http://www.flickr.com/photos/89165847@N00/18142557500″>Beware Confusing Signs</a> via <a href=”http://photopin.com”>photopin</a&gt; <a href=”https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/”>(license)</a&gt;

Coisas que muitos clientes não sabem.

Muitos clientes não sabem disto, mas traduzir não é simplesmente saber falar um idioma. É saber falar DOIS idiomas perfeitamente e saber INTERPRETAR e ADAPTAR um conceito em um idioma para o outro.

Outra coisa que muitas vezes passa desapercebido é que toda trabalho bem-feito precisa de duas coisas: tempo e um texto original bem escrito.

Parece simples, certo? Pois não é.

No mundo da tradução, o que qualquer tradutor mais encontra são clientes com textos para ontem e/ou textos muito mal escritos (geralmente devido à pressa). Isto, no meu caso, ocorre 50% das vezes, mas é só porque decidi trabalhar somente para clientes diretos há 5 anos. No passado essa porcentagem era 80% ou mais.

16182717997_dea554b98b_qOs tradutores são bichos discretos por natureza. Não andam por aí falando mal dos clientes nem expondo os erros do trabalho que precisam fazer. Mas a frustração pode ser tão grande que muitos são membros de grupos secretos de tradutores ou são administradores anônimos de páginas e blogs sobre tradução somente para poder expressar suas frustrações.

O maior problema para todo tradutor é a crítica post-tradução. As causas são várias, mas podem sim estar relacionadas ao texto original. Há tradutores ruins, disso todos sabemos, mas há tradutores excelentes que produzem trabalhos ruins também. Por quê? Porque não conseguiram interpretar a mensagem do autor ou não tiveram tempo de aperfeiçoar o trabalho final. Ou seja, a falta de tempo/a pressa e um texto difícil de interpretar raramente levam a um bom resultado.

Por isso, em nome de todos os tradutores (tenho quase certeza disso), antes de enviar qualquer trabalho para um tradutor, certifique-se de três coisas SE espera um bom resultado.

Regras para enviar textos a tradutores:

  1. O texto foi revisado e está, em sua opinião, perfeito no idioma original. Por perfeito quero dizer interpretável, sem erros de ortografia ou de sintaxe (isso que faz com que uma frase seja fácil de interpretar e gramaticalmente correta).
  2. O tradutor terá tempo para realizar o trabalho. Por tempo quero dizer um prazo razoável de acordo com a complexidade e número de palavras do texto. Isto inclui tempo para pesquisar termos (se não houver glossário) e vocabulário.
  3. Está disponível para responder qualquer pergunta do tradutor.

Se não conseguir cumprir com estas três regras, não espere milagres. Só um tradutor com muita sorte e anos e anos de experiência lidando com estas situações pode produzir algo realmente bom sem estas condições.

photo credit: <a href=”http://www.flickr.com/photos/101260638@N07/16182717997″>%5B22/365%5D: Lost in technology</a> via <a href=”http://photopin.com”>photopin</a&gt; <a href=”https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/”>(license)</a&gt;

Termos para a tradução/revisão de artigos acadêmicos

Envio de artigos acadêmicos para tradução:

Antes de enviar qualquer artigo para tradução, certifique-se do seguinte:

  1. O artigo não contém erros ortográficos ou erros de terminologia, nomes científicos, etc.
  2. O artigo está escrito numa linguagem simples e clara, sem frases longas demais com excesso de informação sem relação direta.
  3. O artigo não contém redundâncias ou palavras e frases repetidas ou desnecessárias.
  4. A seção Métodos e Materiais está clara e bem organizada. Se necessário repetir dados ou nomes para assegurar compreensão.
  5. A seção Conclusão e/ou Contribuição está clara e bem definida no final do artigo.

Depois de receber o artigo traduzido, considere o seguinte:

  1. Pelo menos um dos autores do artigo estará sempre disponível para esclarecer dúvidas do tradutor e fazer alterações para facilitar a interpretação do texto.
  2. O artigo traduzido será revisado pelo autor ou por um revisor independente.
  3. O artigo revisado com qualquer alteração será enviado novamente ao tradutor antes de ser enviado à revista (o tradutor precisa ficar com a versão final).

Envio de artigos acadêmicos para revisão:

Lembre-se que meu serviço é Revisão e não Edição. Um editor precisa ter conhecimento sobre o assunto e geralmente faz alterações e questionamentos significativos. Um revisor somente corrige a gramática e a ortografia e tenta melhorar a qualidade do texto em gera sem mexer na estrutura ou estilo.

Antes de enviar qualquer artigo para revisão, certifique-se do seguinte:

  1. O artigo traduzido deve ser enviado com o artigo original.
  2. O artigo original foi adaptado para um estilo mais simples e claro, sempre exigido por revistas internacionais. Para isso, o artigo muitas vezes precisa ser reescrito total ou parcialmente.
  3. Os termos científicos, nomes de autores e citações ou referências bibliográficas estão corretas.
  4. Pelo menos um dos autores do artigo estará sempre disponível para esclarecer dúvidas do tradutor.

Depois de receber o artigo revisado, considere o seguinte:

  1. O artigo será revisado pelo autor antes de ser enviado à revista.
  2. Qualquer alteração, adição ou exclusão será notificada ao revisor e a versão final do artigo modificado será reenviado ao revisor antes de enviar o artigo à revista.

Embora sempre preze pela qualidade e sempre farei o melhor trabalho possível, não me responsabilizo por artigos que não seguem este padrão ou que sejam submetidos à revistas em uma versão diferente à versão enviada por ou para mim.

É importante lembrar que tradutor não revisa seu próprio trabalho. Tradução e revisão devem ser sempre realizadas por pessoas diferentes.

Cipriana Leme